Curadoria Inteligente
05/02/2026 | 3 min leitura

Em retomada do Conselho de Ética, Pollon denuncia tortura e negligência contra presos do 8 de janeiro

Deputado Marcos Pollon denuncia abusos contra presos do 8 de janeiro no Conselho de Ética, incluindo tortura e negligência.

Em retomada do Conselho de Ética, Pollon denuncia tortura e negligência contra presos do 8 de janeiro

Deputado Pollon Retoma Denúncias de Abusos Contra Presos do 8 de Janeiro na Comissão de Ética

Na retomada do julgamento na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) reiterou denúncias de violações de direitos humanos contra os presos políticos do 8 de janeiro, abrangendo casos de violência, humilhação e negligência.

Vestindo uma camiseta com a frase “Anistia Já”, o deputado Marcos Pollon realizou novas oitivas com as testemunhas que prestaram depoimento durante seu período de licença médica em dezembro do ano anterior.

Pollon ouviu o relato da advogada da Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de janeiro, Carolina Barreto Siebra, que descreveu as condições desumanas enfrentadas pelos presos políticos do 8 de janeiro durante o período de detenção.

O deputado relatou o caso de uma mulher detida que, durante o período menstrual, não teve acesso a absorventes, foi agredida por uma carcereira e, em meio ao sofrimento, ouviu a frase “chama o mito”. “Uma mulher, que poderia ser minha irmã, relatou que, durante seu ciclo menstrual, não recebeu absorventes, permanecendo suja por mais de uma semana, foi agredida pela carcereira e, enquanto chorava, sentindo frio e molhada, deitada no chão, a carcereira se aproximou e disse: chama o mito para te salvar”, detalhou.

O parlamentar também mencionou o caso de uma professora de Mato Grosso do Sul que ficou presa por um ano por ter recebido R$ 500 de uma arrecadação para comprar alimentos para os manifestantes acampados. “Ela sequer participou das manifestações de 8 de janeiro, mas foi detida apenas por auxiliar na alimentação das pessoas. Atualmente, enfrenta dificuldades para conseguir emprego e não possui condições financeiras para adquirir os medicamentos necessários para sua saúde”, afirmou.

O deputado Sargento Gonçalves também depôs, enfatizando que o julgamento dos três parlamentares tem caráter persecutório, uma vez que os parlamentares não praticaram nenhuma irregularidade e participaram pacificamente do protesto em defesa da anistia dos presos políticos de 8 de janeiro, juntamente com setenta deputados da oposição.

As testemunhas garantiram que não houve resistência na desobstrução da mesa e que os deputados deixaram as cadeiras da mesa diretora assim que solicitado, não prejudicando o início da sessão.

Marcos Pollon também ressaltou que foi alvo de ataques preconceituosos e capacitistas por parte da imprensa, que explorou de forma irresponsável seu diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, distorcendo um vídeo gravado pelo parlamentar em defesa do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).

Original em Radio Caçula

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