Curadoria Inteligente
28/12/2025 | 3 min leitura

Três Lagoas se destaca no Centro-Oeste, mas distribuição de renda ainda é desafio

Apesar do PIB expressivo, Três Lagoas enfrenta o desafio de transformar o crescimento econômico em desenvolvimento social e melhor distribuição de renda.

Três Lagoas se destaca no Centro-Oeste, mas distribuição de renda ainda é desafio

Economia de Três Lagoas em Destaque no Cenário do Centro-Oeste

Três Lagoas se posiciona entre as cidades mais ricas da região Centro-Oeste, porém, o desenvolvimento econômico ainda não se manifesta de maneira uniforme na vida da população. De acordo com Marçal Rogério Rizzo, economista e professor da UFMS, o principal desafio do município reside em converter o crescimento em desenvolvimento social, promovendo uma distribuição mais justa da renda gerada. O economista ressalta que Três Lagoas apresenta um desempenho atípico em relação ao volume do Produto Interno Bruto, mas ainda se encontra distante das primeiras posições no ranking de PIB per capita. Ele enfatiza que o crescimento macroeconômico deve proporcionar mais oportunidades, aprimoramento da qualidade de vida e justiça social. Os dados divulgados pelo IBGE confirmam a robustez econômica do município.

Em 2023, Três Lagoas alcançou um PIB de aproximadamente R$ 14,7 bilhões, resultado impulsionado principalmente pelo setor industrial. Esse valor assegura ao município a terceira posição em Mato Grosso do Sul, superado apenas por Campo Grande e Dourados, e o 10º lugar entre as cidades do Centro-Oeste com maior PIB.

No ranking estadual, Campo Grande lidera com cerca de R$ 42,2 bilhões, seguida por Dourados, com aproximadamente R$ 20,3 bilhões. Em seguida, aparecem Três Lagoas, Ponta Porã, com R$ 6,1 bilhões, e Maracaju, com R$ 5,9 bilhões. Juntos, esses municípios concentram a maior parte da riqueza produzida em Mato Grosso do Sul.

Entre 2022 e 2023, Três Lagoas registrou um crescimento de cerca de 13% no PIB, passando de R$ 13 bilhões para R$ 14,7 bilhões. A participação do município na economia estadual também aumentou, passando de 7,84% para 8% do PIB de Mato Grosso do Sul, um percentual considerado relevante no contexto regional.

No cenário do Centro-Oeste, cinco municípios sul-mato-grossenses figuram entre os 30 maiores PIBs. Campo Grande ocupa a terceira posição, atrás apenas de Brasília e Goiânia. Dourados aparece em oitavo lugar, enquanto Três Lagoas se encontra na 10ª colocação.

Apesar do desempenho econômico positivo, o PIB per capita de Três Lagoas não acompanha o mesmo ritmo. Em 2023, o indicador se situou em R$ 111.703,31, posicionando o município apenas na 202ª colocação no ranking nacional. Esse dado reforça a avaliação de especialistas sobre a necessidade de políticas direcionadas à distribuição da riqueza. O PIB per capita representa a divisão da riqueza total produzida pelo número de habitantes, indicando uma média econômica por pessoa, sem refletir necessariamente a distribuição real da renda.

O PIB municipal é calculado a partir do valor adicionado da agropecuária, indústria e serviços, somado aos impostos sobre produtos. Esse indicador é uma das principais referências para a análise do desenvolvimento regional e para o planejamento de políticas públicas. Em duas décadas, Três Lagoas passou por uma transformação econômica significativa.

De acordo com dados históricos do IBGE, o PIB do município saltou de R$ 1,34 bilhão em 2002 para mais de R$ 13 bilhões em 2021, um crescimento superior a 870%, impulsionado pela chegada de grandes indústrias, em especial do setor de celulose e papel. Para especialistas, o desafio atual é fazer com que esse progresso econômico se converta em desenvolvimento social, assegurando que os benefícios do crescimento alcancem de forma mais abrangente a população residente no município.

Original em RCN 67

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