Na sexta-feira (6), Inocência se tornou palco da cerimônia de lançamento da pedra fundamental do ramal ferroviário do Projeto Sucuriú, um marco para o desenvolvimento logístico e econômico de Mato Grosso do Sul. O evento reuniu figuras importantes como o ministro dos Transportes, Renan Filho, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o governador Eduardo Riedel, além de outras autoridades.
Com 47 quilômetros de extensão, o novo trecho ferroviário será implementado no modelo short line, otimizando a logística de curta distância. A previsão de conclusão das obras é para o segundo semestre de 2027. O ramal ligará a futura fábrica de celulose da Arauco à malha norte da Rumo Malha Norte (RMN), criando um corredor logístico até o Porto de Santos, visando os mercados internacionais, como Estados Unidos, Europa e Ásia.
Durante a cerimônia, ressaltou-se que o empreendimento faz parte do investimento de US$ 4,6 bilhões do Projeto Sucuriú, que marca a entrada da Arauco no mercado brasileiro de celulose. A unidade industrial terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas anuais de fibra curta, com início de operação previsto para o final de 2027.
A empresa já iniciou as atividades preparatórias para a construção do ramal, com todas as autorizações regulatórias necessárias, incluindo concessões da Agência Nacional de Transportes Terrestres e licenças ambientais. O enquadramento no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura visa otimizar os custos de implantação.
O traçado da ferrovia acompanhará as rodovias MS-377 e MS-240, atravessando áreas rurais de Inocência. O projeto inclui passagens inferiores e superiores, remanejamentos viários, estruturas para transposição de fauna e uma ponte de 270 metros sobre o córrego São Mateus.
Segundo a Arauco, o traçado impacta 40 propriedades rurais, e a empresa está em negociação com produtores e autoridades locais. A empresa firmou um Termo de Compromisso com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, com investimento de R$ 4,3 milhões em ações de recuperação e conservação ambiental.
A companhia estima que o ramal reduzirá em 7 mil o número de viagens mensais de caminhões e diminuirá em 94% as emissões de gases poluentes, modernizando a logística e reestruturando a economia local.