Malha Oeste: Trecho até Três Lagoas ganha prioridade em nova concessão
O Governo Federal planeja conceder parte da Malha Oeste, focando no trecho que une o leste do Mato Grosso do Sul a Três Lagoas. Essa decisão considera o elevado custo e a baixa atratividade do percurso completo, de Corumbá (MS) a Mairinque (SP). O Ministério dos Transportes afirma que a medida visa viabilizar investimentos estratégicos, principalmente para o setor de celulose.
A Malha Oeste, com 1.973 quilômetros, está inoperante há cerca de 30 anos e bastante deteriorada. A recuperação total exigiria R$ 35,7 bilhões, reduzindo o interesse de investidores.
George Santoro, do Ministério dos Transportes, aponta o potencial do trecho entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, que se conecta à malha da Rumo. Ele destaca a relevância da carga de celulose na região.
Setor de Celulose impulsiona modernização
Empresas como Suzano e Eldorado Brasil, com fábricas em Três Lagoas, já possuem projetos de ramais ferroviários. Arauco, em Inocência, e Suzano, em Ribas do Rio Pardo, também avaliam conexões até Aparecida do Taboado.
Essas iniciativas podem aumentar o interesse no leilão parcial, previsto para julho de 2026, com edital em abril. O Ministério dos Transportes menciona o sucesso do modelo de concessão por sublotes em projetos de transmissão de energia.
Enquanto isso, o trecho entre Campo Grande e Corumbá, no Pantanal, enfrenta desafios econômicos. Essa rota, antes usada para combustíveis e minério, sofre com abandono.
A inclusão da Malha Oeste na Política Nacional de Concessões Ferroviárias traz à tona o papel dos trilhos no desenvolvimento do estado. Com 600 quilômetros em Mato Grosso do Sul, a ferrovia pode ser um corredor logístico importante, com Três Lagoas como ponto-chave.