Falta de mão de obra desafia o crescimento em Três Lagoas
A escassez de trabalhadores qualificados é vista como o principal obstáculo para 2026 em Três Lagoas e arredores, afetando o setor florestal, o comércio, a construção civil e outros ramos da economia. O bom momento do emprego, resultado da expansão industrial, intensifica a competição por profissionais e dificulta o preenchimento de vagas abertas.
Eurides Silveira de Freitas, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, destaca que a falta de profissionais é generalizada e atinge também as indústrias de papel e celulose. Para ele, este cenário representa uma chance para quem busca uma colocação no mercado de trabalho, dada a grande procura por mão de obra.
Benedito Mário, diretor-executivo da Reflore MS, considera que a ausência de trabalhadores qualificados e a necessidade de investir em infraestrutura são os maiores impedimentos para a continuidade do desenvolvimento do setor florestal. Ele ressalta que a cadeia produtiva necessita de rodovias adequadas, duplicações, reativação da ferrovia, melhoria dos portos e da capacitação de profissionais para acompanhar o ritmo de crescimento do estado.
A pressão sobre a infraestrutura urbana, principalmente no setor habitacional, também se destaca como um ponto de atenção para 2026. O governador Eduardo Riedel reconheceu os impactos do avanço industrial no mercado imobiliário e garantiu que o Estado está ampliando os esforços para aumentar a oferta de moradias, com o apoio da bancada federal.
Entre as medidas implementadas está o programa Bônus Moradia, que facilita o acesso ao financiamento habitacional e já gerou muitas contratações. Além disso, o governo busca concretizar novos empreendimentos habitacionais em municípios de rápido crescimento, como Três Lagoas, e em outras cidades do estado.