Combustíveis ficam mais caros em MS com aumento do ICMS
Os preços dos combustíveis em Mato Grosso do Sul subiram no início de 2026, devido ao aumento da alíquota do ICMS, que passou a vigorar em 1º de janeiro, afetando a gasolina, o diesel e o gás de cozinha em todo o país.
Estima-se que o impacto para o consumidor seja de R$ 0,10 por litro de gasolina, R$ 0,05 por litro de diesel e R$ 1,04 no botijão de gás de 13 quilos. Essa elevação ocorre após um ligeiro aumento nos preços durante dezembro de 2025.
De acordo com o Comsefaz, o reajuste está em conformidade com a legislação que estabeleceu a cobrança de um valor fixo de ICMS por litro ou quilo de combustíveis, válida nacionalmente e com atualização anual. As novas alíquotas são de R$ 1,57 por litro de gasolina, R$ 1,17 por litro de diesel e R$ 1,47 por quilo de GLP.
O Comsefaz argumenta que o modelo anterior de tributação causava perdas de arrecadação para estados e municípios, principalmente em um cenário de preços elevados. Segundo o comitê, a lei aprovada pelo Congresso Nacional em 2022 diminuiu a autonomia dos estados e resultou em perdas fiscais superiores a R$ 100 bilhões por ano no primeiro período de vigência.
Em Campo Grande, o preço do litro da gasolina varia entre R$ 5,53 e R$ 5,99. O diretor-executivo do Sinpetro-MS, Edson Lazarotto, afirma que o impacto do aumento do imposto nas bombas é imediato, sendo repassado ao consumidor final.
Especialistas alertam que outros fatores podem influenciar novos aumentos, como o aumento da demanda e a diferença entre os preços nacionais e os do mercado internacional.
Dados da ANP indicam que, mesmo sem reajustes nas refinarias da Petrobras, a gasolina já havia registrado alta em dezembro de 2025 no estado. O preço mínimo subiu de R$ 5,47 para R$ 5,53, e o preço médio passou de R$ 5,93 para R$ 5,95. O etanol também apresentou aumento no período, com o preço médio passando de R$ 3,96 para R$ 4,00.
Um levantamento do IPTL apontou que, no Centro-Oeste, os preços do etanol, da gasolina e do diesel comum subiram em dezembro, devido ao aumento da demanda e ajustes pontuais no mercado. No entanto, o etanol continuou sendo a opção mais vantajosa economicamente na região.
A Abicom informou que a gasolina vendida pela Petrobras está cerca de 9% abaixo do preço de paridade internacional, e o diesel apresenta uma defasagem de aproximadamente 2%, o que aumenta a pressão por possíveis reajustes futuros.
Com informações do Correio do Estado