Curadoria Inteligente
09/02/2026 | 2 min leitura

Um ano da lei que restringe celulares nas escolas: avanços e desafios em Três Lagoas

Lei que proíbe celulares para fins recreativos nas escolas completa um ano, com avanços na convivência, mas desafios de adaptação.

Um ano da lei que restringe celulares nas escolas: avanços e desafios em Três Lagoas

A legislação que impõe restrições ao uso de celulares em instituições de ensino públicas e privadas de todo o país atingiu um ano de sua implementação em 14 de janeiro. Tendo como base o Projeto de Lei (PL) nº 4.932/2024, a norma veda o uso de dispositivos eletrônicos para atividades de lazer no ambiente escolar, autorizando sua utilização apenas em situações pedagógicas, de acessibilidade ou por razões de saúde.

Desde sua entrada em vigor, a legislação tem provocado mudanças importantes na rotina escolar. Paralelamente, o processo de adaptação ainda apresenta desafios para alunos, famílias e para as próprias escolas, que são responsáveis por monitorar e assegurar o cumprimento da norma.

Em Três Lagoas, dados do Núcleo Regional de Educação indicam que, nas escolas da rede estadual, são registradas em média dez notificações mensais relacionadas ao uso inadequado de celulares em sala de aula. Tal número explicita a necessidade de acompanhamento contínuo e conscientização da comunidade escolar.

Segundo a coordenadora do Núcleo Regional de Educação, Marizete Bazé, o primeiro ano da lei foi um período intenso de adaptações. “No início, foi bem difícil. Houve resistência dos alunos e até das famílias. Mas, com o tempo, todos passaram a entender melhor a importância da medida e a respeitá-la”, disse.

Na rede privada, os impactos também têm sido positivos. De acordo com Cristiane Cândido, diretora de uma escola particular, a restrição ajudou a fortalecer a convivência entre os alunos. “Notamos um retorno de brincadeiras tradicionais, jogos de tabuleiro e conversas em grupo. Além disso, os alunos mostram maior concentração em sala de aula”, ressaltou.

Para Tathianne Lima, diretora de vendas independente e mãe de Manuela, de 12 anos, e Theodora, de 7, a lei trouxe equilíbrio ao ambiente escolar. Ela relata que, mesmo antes da norma, já não permitia que as filhas usassem celulares durante as aulas. “O celular causa muita distração. As crianças acabam ficando mais ligadas nas telas do que no conteúdo e nas pessoas ao seu redor”, opinou.

Original em RCN 67

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