A Prefeitura de Três Lagoas, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que a partir da semana que vem, precisamente no dia 2 de fevereiro, começará no município a administração do Nirsevimabe, medicamento apropriado para a profilaxia de infecções respiratórias severas provocadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês.
A ação faz parte da estratégia de imunização coordenada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como intuito fortalecer a proteção dos bebês, principalmente durante o período de maior propagação de vírus respiratórios. O Nirsevimabe age como um anticorpo monoclonal, propiciando proteção eficaz contra o VSR, um dos principais causadores de casos de bronquiolite e hospitalizações em crianças pequenas.
PARA RECÉM-NASCIDOS
Em Três Lagoas, os recém-nascidos com menos de 37 semanas de gestação receberão atendimento diretamente no Hospital Auxiliadora. Se o bebê apresentar alguma comorbidade diagnosticada ainda durante a internação, a aplicação do medicamento poderá ser feita no próprio hospital.
PARA DEMAIS CRIANÇAS
Nos demais casos, o Nirsevimabe será aplicado nas unidades de saúde do município, por meio de solicitação e aprovação do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). Para crianças com comorbidades, a unidade de saúde encaminhará a solicitação ao CRIE, localizado em Campo Grande. Após a liberação, o imunobiológico será enviado à unidade solicitante e aplicado na sala de vacinação, respeitando os critérios definidos para crianças menores de dois anos.
QUAIS COMORBIDADES?
São consideradas comorbidades para fins de indicação do Nirsevimabe condições que elevam o risco de progressão para formas graves da infecção pelo VSR, como doenças pulmonares crônicas, como a displasia broncopulmonar; cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, incluindo insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar; doenças neurológicas ou neuromusculares que prejudiquem a respiração ou a deglutição; síndromes genéticas associadas a maior vulnerabilidade respiratória; imunodeficiências primárias ou secundárias, incluindo crianças em tratamento oncológico, uso prolongado de imunossupressores ou transplantadas; além de doença renal crônica, doença hepática crônica, dependência de oxigênio, ventilação mecânica ou presença de traqueostomia.