Curadoria Inteligente
08/02/2026 | 2 min leitura

Segurança Pública e o Assédio Contra Mulheres: Um Dever Ético e Civilizatório

Artigo discute o assédio contra mulheres e a importância da intervenção social para garantir a segurança e o direito de ir e vir.

Segurança Pública e o Assédio Contra Mulheres: Um Dever Ético e Civilizatório

Um estudo sobre segurança pública revela uma dura realidade: o assédio contra mulheres ocorre em todos os lugares e momentos. Acontece em plena luz do dia, em locais públicos que deveriam ser seguros, transformando-se em verdadeiros campos de batalha para a integridade feminina, colocando em risco até mesmo as crianças.

A fragilidade nesses locais não é responsabilidade de quem passa, mas sim a oportunidade aproveitada por agressores que se escondem. Nesses espaços, o acesso é livre e a má intenção não encontra obstáculos.

Embora a culpa seja unicamente do agressor, essa realidade obriga as mulheres a estarem constantemente alertas. Ou seja, a atenção ao redor e a confiança nos instintos tornaram-se formas de sobrevivência. É o retrato de uma sociedade que falha em garantir o direito fundamental de ir e vir com segurança.

Este artigo serve de alerta, principalmente aos homens. A proteção de mulheres e crianças em situações de risco não é um favor, mas um dever ético e civilizatório. O homem correto não é apenas aquele que não agride, mas aquele que age diante da agressão.

O aviso deve ser dado ao menor sinal de desconforto. Se uma mulher está sendo cercada ou seguida, a intervenção de um cidadão atento é o que evita a tragédia. Da mesma forma, a atenção sobre as crianças deve ser total e coletiva.

Não podemos aceitar o medo como normal. A segurança pública precisa de policiamento, mas depende da imediata desaprovação social de atitudes perigosas. O assédio diminui quando o agressor percebe que está sendo observado por pessoas protetoras.

É hora de transformar o medo em responsabilidade. Que cada cidadão proteja contra o abuso. Nossas ruas devem voltar a ser locais de convivência, e não de ameaça. A ferida precisa ser tratada com ações que promovam a cidadania e a justiça social.

*José Augusto Morila Guerra é médico pediatra e Membro da Academia Maçônica de Letras MS.

Original em RCN 67

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