Curadoria Inteligente
17/01/2026 | 3 min leitura

Safrinha de sorgo em MS cresce com demanda e contratos de usinas de etanol de milho

Sorgo ganha espaço fixo na safrinha em MS, impulsionado pela demanda das usinas de etanol de milho e contratos firmados com produtores.

Safrinha de sorgo em MS cresce com demanda e contratos de usinas de etanol de milho

O sorgo consolidou sua posição no Mato Grosso do Sul, deixando de ser um mero plano B para se tornar uma escolha estratégica dos produtores rurais na safrinha. A cultura agora é planejada para garantir previsibilidade e diminuir os riscos.

O aumento da área cultivada é notável. Em cinco safras, a área saltou de 5 mil hectares para cerca de 400 mil hectares, um crescimento de mais de 7.700%, de acordo com dados do SIGA, ferramenta do Governo do Estado em parceria com a Aprosoja.

Crescimento acelerado em cinco safras

Os dados do SIGA revelam que a mudança se intensificou a partir da safra 2021/2022, com o sorgo expandindo sua área de cultivo e ganhando escala. Após um período de ajustes, a cultura voltou a crescer na safra 2024/2025, praticamente dobrando de tamanho.

Para Jaime Verruck, secretário da Semadesc, a expansão do sorgo está ligada à demanda do mercado, especialmente das usinas de etanol de milho instaladas no estado.

O que mudou com as usinas de etanol de milho

Verruck explica que o sorgo já era conhecido, mas a falta de demanda estruturada limitava sua expansão. A situação mudou quando as usinas começaram a firmar contratos de compra, proporcionando previsibilidade e segurança econômica aos produtores.

Rogério Beretta, secretário-executivo da Semadesc, ressalta que o sorgo é uma alternativa viável para a segunda safra devido à sua resistência climática e sanitária, especialmente em áreas onde o milho enfrenta dificuldades. A entrada das usinas de etanol também transformou a lógica do plantio, com contratos e armazenagem reduzindo os entraves anteriores.

Onde o sorgo avançou mais em MS

A expansão do sorgo se concentrou em dez municípios, liderados por Ponta Porã e Maracaju, seguidos por Bonito, Bela Vista e Sidrolândia.

Essa distribuição reflete a escolha dos produtores, que utilizam o sorgo em áreas com limitações para o milho, seja por janela curta ou risco climático elevado, como forma de gerenciar riscos e garantir a estabilidade do negócio.

O cenário nacional reforça a tendência

As projeções indicam que o Brasil deverá produzir mais de 6,6 milhões de toneladas de sorgo na safra 2025/2026. Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição entre os maiores produtores, segundo a Conab. O SIGA é destacado como a ferramenta que detalha a velocidade e a distribuição do avanço no estado.

Por que essa mudança importa para o produtor e para o Estado

O governo entende que mercado, contratos e visão de longo prazo reduzem riscos e consolidam o desenvolvimento. As usinas de etanol de milho são vistas como peças estratégicas, integrando produção agrícola, bioenergia e sustentabilidade, fortalecendo cadeias locais e otimizando o uso do solo.

Original em RCN 67

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