A reforma tributária, com vigência a partir de 2033, já demanda um planejamento estratégico robusto por parte de todos os setores econômicos, inclusive o portuário. Considerando que 95% do comércio internacional brasileiro passa pelos portos, o setor se prepara para oportunidades e desafios.
Investimentos antecipados: a chave para 2033
Especialistas enfatizam a urgência de ações imediatas. Para suprir o aumento de demanda previsto com a nova legislação, torna-se crucial investir em infraestrutura portuária, tecnologia e logística. A capacidade de oferta portuária já está sendo ultrapassada pela elasticidade da economia brasileira, o que destaca a importância desses investimentos.
Benefícios para exportadores e centros econômicos
A expectativa é que portos próximos aos grandes centros de consumo, sobretudo na região Sudeste, sejam os mais beneficiados. A reforma busca atenuar problemas como o acúmulo de créditos tributários e otimizar o fluxo de exportações, o que deve favorecer empresas em hubs estruturados.
Em contrapartida, portos mais afastados ou com infraestrutura precária poderão enfrentar uma diminuição nos fluxos de carga, à medida que o mercado se adapta para atender às regiões de maior demanda.
Caso de sucesso: Espírito Santo
Um exemplo de preparação é o sistema portuário do Espírito Santo, englobando os portos de Vitória, Vila Velha e Barra do Riacho. Desde sua privatização, há dois anos e meio, o complexo recebeu investimentos superiores a R$ 580 milhões, direcionados à melhoria da infraestrutura, logística e serviços portuários.
O hub capixaba também investiu em logística, suporte operacional e capacitação de mão de obra, tornando-se referência em importação e exportação. Mesmo com o fim dos subsídios fiscais em 2033, o porto manterá sua competitividade devido à sua estrutura e investimentos contínuos.
Planejar é se antecipar
Embora a reforma só entre em vigor em 2033, o planejamento antecipado garante vantagem competitiva, permitindo a exploração de oportunidades e a preparação para os desafios do setor portuário. O investimento em infraestrutura, tecnologia e capacitação é essencial para que os portos brasileiros atendam à demanda futura e fortaleçam o comércio internacional do país.
Reflexos da reforma tributária para Mato Grosso do Sul
A reforma tributária terá impactos diretos no setor portuário de Mato Grosso do Sul, dada a importância do estado na produção agrícola e na exportação de commodities. Com a preparação dos portos para a demanda futura, espera-se que a logística do agronegócio se torne mais eficiente, reduzindo custos e agilizando o escoamento de produtos.
Especialistas indicam que investimentos em infraestrutura e integração logística, como corredores rodoviários e ferrovias ligando MS aos portos do Sudeste e do Sul, serão cruciais para que o estado aproveite o crescimento e se mantenha competitivo.