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12/01/2026 | 5 min leitura

Presidente da FFMS, Estevão Petrallás, projeta um futuro promissor para o futebol sul-mato-grossense

Estevão Petrallás, da FFMS, vislumbra um futuro brilhante para o futebol sul-mato-grossense, com investimentos e melhorias.

Presidente da FFMS, Estevão Petrallás, projeta um futuro promissor para o futebol sul-mato-grossense

Às vésperas do pontapé inicial do Campeonato Estadual, agendado para o dia 18, o cenário do futebol sul-mato-grossense se prepara para a temporada de 2026 com renovadas expectativas e transformações. Em um contexto onde clubes investem em reformulações, discute-se a premiação e aprimoramentos na infraestrutura, Estevão Petrallás, líder da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), avalia o presente do esporte no estado e indica direções para fortalecer a competição.

Qual a expectativa da Federação para o Campeonato Estadual deste ano?
Estevão Petrallás - A expectativa é bastante elevada. Os clubes estão compreendendo a necessidade de renovação em campo, destinando recursos a atletas com superior capacidade técnica. Os gramados, com exceção de Campo Grande, encontram-se em excelente estado e com infraestrutura adequada. No próximo sábado, dia 17, a Federação promoverá o lançamento oficial do Campeonato Estadual durante um evento na Câmara Municipal de Campo Grande, antecedendo o início da competição. Há grande expectativa em relação à premiação a ser anunciada, incluindo o troféu e os valores em dinheiro, com a presença de dirigentes e autoridades. No domingo seguinte, teremos Pantanal SAF e Operário Futebol Clube competindo. As negociações sobre os direitos de transmissão e de imagem ainda estão em andamento, mas acredito que serão resolvidas em breve. Uma ótima notícia para os torcedores é que o estádio Jacques da Luz está sendo preparado para receber o público no jogo de abertura.

Diante de tantas mudanças, o senhor acredita que 2026 poderá ser um divisor de águas para o futebol sul-mato-grossense?
Estevão Petrallás – Sem dúvida. Ao assumirmos a gestão da Federação, havia um histórico problemático, inclusive de ordem policial, relacionado à administração anterior. Optamos por focar no futuro e não no passado. A sociedade notou essa mudança. Atualmente, recuperamos a credibilidade e despertamos o interesse de investidores no futebol, que é um importante instrumento de inclusão social. As pessoas precisam de lazer e alegria nos finais de semana, e o futebol cumpre esse papel.

O senhor acredita que estamos avançando para a revitalização do Morenão em Campo Grande?
Estevão Petrallás - Sou otimista. Mencionei ao governador Riedel que a prioridade é reabrir o Jacques da Luz, que estava paralisado devido a questões burocráticas. A Federação está atuando de forma versátil, preparando o estádio nas Moreninhas com melhorias como novos bancos de reserva, cabine de imprensa com vidro e ar-condicionado e reformas nos vestiários. O próximo passo é trazer de volta o Morenão. Defendo que o Estado construa um terceiro estádio no futuro. Acredito que poderemos receber de 10 a 12 mil pessoas no Morenão a partir de maio de 2026, inclusive para jogos do Campeonato Brasileiro, especialmente da Série D, com clubes como Pantanal SAF e Operário.

O que há de concreto para a retomada do Morenão?
Estevão Petrallás – Houve um grande avanço. A UFMS autorizou que o Estado assuma a gestão do estádio por 35 anos, algo inédito. A Federação se dispôs a cuidar da parte inferior, como campo, irrigação, vestiários e bancos de reserva. O governo seria responsável pela iluminação e outras áreas. O ideal é que o processo comece ainda em janeiro.

Como avalia o potencial dos clubes, principalmente os do interior, em 2026?
Estevão Petrallás – Acredito muito no potencial. Temos dez clubes na elite do futebol estadual. O Corumbaense, por exemplo, está montando elenco e reformou o estádio Arthur Marinho. Em Ivinhema, Naviraí e Costa Rica, o futebol mobiliza a população. Todos esses clubes já foram campeões estaduais. Campo Grande precisa resgatar essa força, especialmente com o Comercial. Vejo um investimento crescente na qualidade técnica e na gestão, que é um grande desafio: é preciso ter um time com estrutura, gestor, marketing e parceiros.

Essa mudança passa pela profissionalização dos clubes?
Estevão Petrallás – Exatamente. Estamos trazendo um especialista de São Paulo para apresentar conceitos de marketing e gestão aos dirigentes. A Federação está auxiliando os clubes do interior a se organizarem melhor. O interior vê o futebol como alegria para a população, enquanto em Campo Grande ainda há certa frieza. Precisamos tratar o futebol como instrumento social e cultural.

As SAFs podem mudar o cenário do futebol sul-mato-grossense?
Estevão Petrallás – A SAF se tornou uma tendência, mas não é a solução para tudo. É preciso ter um investidor e um gestor profissional, que nem sempre é torcedor do clube, mas sabe administrar. Essa organização é a segunda etapa da nossa gestão na Federação. O objetivo é distribuir essa força de forma igualitária entre todos os filiados.

Existe a possibilidade de Três Lagoas voltar a ter um representante na Série B?
Estevão Petrallás – Sim. Criamos a Copa MS, que será disputada no segundo semestre, com clubes da Série A e da Série B. A Copa MS dará uma vaga para a Copa do Brasil, desde que o clube tenha disputado o Campeonato Estadual. A ideia é movimentar o futebol durante quase todo o ano. Três Lagoas é um polo importante e não pode ficar fora do futebol estadual. Pela estrutura da cidade, pelo Estádio Madrugadão e pela tradição, é fundamental ter um clube representando a região leste. A Federação conversou com o prefeito, secretários e dirigentes locais. Há conversas para que o Misto regularize sua situação e dispute a Série B em 2026. O mais importante é que Três Lagoas esteja novamente inserida nesse processo de retomada do futebol sul-mato-grossense.

Original em RCN 67

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