A Prefeitura de Três Lagoas, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa à população sobre a presença do caramujo africano (Achatina fulica), uma praga urbana que habitualmente surge com mais intensidade após chuvas e que se prolifera rapidamente, gerando riscos à saúde pública, ao meio ambiente e à agricultura.
O setor de Entomologia da SMS oferece orientações à população sobre identificação, perigos e formas corretas de manejo do caramujo africano de forma presencial, em visitas e atendimentos, e também pelo telefone (67) 99207-7462.
CARACTERÍSTICAS DO CARAMUJO AFRICANO
O Achatina fulica exibe concha oval-cônica, com ápice afilado, coloração castanha e manchas verticais irregulares e claras. Em geral, a concha de um indivíduo adulto mede entre 7 e 12 centímetros de comprimento e pesa por volta de 100 gramas, podendo alguns atingir dimensões ainda maiores.
REPRODUÇÃO E IMPACTOS AMBIENTAIS
É uma espécie de alta proliferação. Após o acasalamento, cada caramujo pode depositar cerca de 500 ovos, podendo alcançar aproximadamente 1.000 ovos por cópula. Tais ovos permanecem no ambiente e eclodem quando encontram condições favoráveis de umidade.
Ademais, o caramujo africano se alimenta de maneira voraz, sendo um vetor de fitopatógenos e provocando sérios prejuízos às culturas agrícolas e às plantas nativas.
RISCOS À SAÚDE HUMANA
Na natureza, o Achatina fulica pode abrigar o nematoide parasita Angiostrongylus cantonensis, que causa uma meningite grave em humanos. A infecção costuma ocorrer pelo consumo do caramujo cru ou mal cozido, porém o simples manuseio de caramujos vivos dessa espécie também consegue transmitir o parasita, oferecendo risco de vida.
Estudos experimentais ainda indicam que esses caramujos podem funcionar como transmissores do nematoide Angiostrongylus costaricensis, responsável pela angiostrongilíase abdominal, uma zoonose endêmica da América Central, com registros no Brasil. Por estes motivos, não se recomenda, em nenhuma hipótese, o consumo destes animais.
COMO ELIMINAR CORRETAMENTE
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a eliminação do caramujo africano seja realizada de maneira segura, seguindo as recomendações abaixo:
• Realizar a catação manual, sempre com as mãos protegidas por luvas;
• Colocar os caramujos recolhidos em sacos plásticos, adicionando sal em seu interior;
• Não quebrar as conchas, pois o esmagamento pode liberar ovos no ambiente, que permanecem viáveis até ocorrer umidade ou novas chuvas.
A Prefeitura reitera a importância da colaboração da população no controle do caramujo africano, adotando as medidas corretas e buscando orientação junto aos órgãos de saúde, cooperando assim para a proteção da saúde pública e do meio ambiente em Três Lagoas.