Curadoria Inteligente
20/01/2026 | 3 min leitura

Prefeitura de Três Lagoas oferece orientações sobre o controle do caramujo africano

A prefeitura de Três Lagoas oferece orientações sobre como controlar a proliferação do caramujo africano e evitar riscos à saúde.

Prefeitura de Três Lagoas oferece orientações sobre o controle do caramujo africano

A Prefeitura de Três Lagoas, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está alertando a população a respeito da presença do caramujo africano (Achatina fulica). Essa praga urbana tende a surgir com maior frequência após as chuvas e se reproduz de forma rápida, representando riscos à saúde pública, ao meio ambiente e à agricultura.

O setor de Entomologia da SMS está oferecendo orientações à população sobre como identificar o caramujo africano, os riscos associados e as formas corretas de manejo. As orientações são realizadas presencialmente, por meio de visitas e atendimentos, e também através do telefone (67) 99207-7462.

CARACTERÍSTICAS DO CARAMUJO AFRICANO

O Achatina fulica possui uma concha oval-cônica, com um ápice afilado, coloração castanha e manchas verticais irregulares e claras. Em geral, a concha de um indivíduo adulto mede entre 7 e 12 centímetros de comprimento e pesa cerca de 100 gramas, mas alguns exemplares podem atingir dimensões ainda maiores.

REPRODUÇÃO E IMPACTOS AMBIENTAIS

Esta é uma espécie com alta capacidade de reprodução. Após o acasalamento, cada caramujo pode depositar aproximadamente 500 ovos, podendo chegar a cerca de 1.000 ovos por cópula. Esses ovos permanecem no ambiente e eclodem quando encontram condições favoráveis de umidade.

Além disso, o caramujo africano se alimenta vorazmente, atuando como vetor de fitopatógenos e causando sérios prejuízos às culturas agrícolas e às plantas nativas.

RISCOS À SAÚDE HUMANA

Na natureza, o Achatina fulica pode abrigar o nematoide parasita Angiostrongylus cantonensis, causador de uma meningite grave em humanos. A infecção geralmente ocorre pelo consumo do caramujo cru ou mal cozido, mas o simples manuseio de caramujos vivos dessa espécie também pode transmitir o parasita, representando um risco de vida.

Estudos experimentais indicam que esses caramujos podem atuar como transmissores do nematoide Angiostrongylus costaricensis, responsável pela angiostrongilíase abdominal, uma zoonose endêmica da América Central com registros no Brasil. Por esses motivos, não é recomendado, em hipótese alguma, o consumo desses animais.

COMO ELIMINAR CORRETAMENTE

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a eliminação do caramujo africano seja feita de forma segura, seguindo as seguintes recomendações:

• Realizar a catação manual, sempre com as mãos protegidas por luvas;
• Colocar os caramujos recolhidos em sacos plásticos, adicionando sal em seu interior;
• Não quebrar as conchas, pois o esmagamento pode liberar ovos no ambiente, que permanecem viáveis até ocorrer umidade ou novas chuvas.

A Prefeitura reforça a importância da colaboração da população no controle do caramujo africano, adotando as medidas corretas e buscando orientação junto aos órgãos de saúde. Dessa forma, a população contribui para a proteção da saúde pública e do meio ambiente em Três Lagoas.

Original em Perfil News

No treslagoas.com, respeitamos os direitos autorais e o trabalho jornalístico local. Nossa IA gerou este resumo original para facilitar sua leitura, mas convidamos você a prestigiar a fonte original completa.