Espaço vago no canteiro logo foi ocupado; aumento de pessoas pedindo dinheiro em Três Lagoas gera preocupação e expõe fragilidades nas ações governamentais
Pouco tempo após a saída de Adriano, conhecido como “Cheiroso”, do canteiro da Avenida Filinto Müller, outra pessoa já se instalou no local. Neste sábado, 28, moradores e comerciantes notaram que um novo homem começou a pedir auxílio financeiro no mesmo ponto, revivendo uma cena comum no cruzamento com a rua Paranaíba.
Essa situação ocorre poucos dias após a internação de Adriano, em 4 de dezembro, para tratamento de saúde mental. Na época, equipes de assistência social, saúde e autoridades da prefeitura realizaram a remoção do morador, considerada um progresso, mas também gerando debates sobre a capacidade do município de oferecer soluções efetivas para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A nova ocupação do espaço demonstra que, mesmo com a ação pontual, o problema persiste. Além do novo pedinte no canteiro, outros indivíduos em situação de rua têm sido vistos em vários pontos da cidade, especialmente em semáforos, áreas de comércio e perto de supermercados, solicitando dinheiro.
O canteiro, antes moradia informal de um homem, agora abriga outro. A situação se repete, as pessoas mudam, mas o desafio continua.