Mato Grosso do Sul possui dois hospitais entre os 100 melhores hospitais públicos do Brasil, conforme um levantamento nacional que embasará o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil 2026.
Os hospitais de MS listados são o Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, e o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã.
O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em colaboração com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/MS), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
A partir desta lista, será feito um novo ranking para eleger os dez melhores hospitais públicos do país, com divulgação prevista para maio de 2026.
Participação de MS
Na distribuição por estados, São Paulo concentra aproximadamente 30% dos hospitais listados, seguido por Goiás, com 10%. Mato Grosso do Sul representa 2% do total, similar a estados como Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Tocantins.
“Esta relação dos 100 melhores hospitais se mostrou representativa de todas as regiões brasileiras, e isso demonstra que o país possui centros de excelência hospitalar do SUS espalhados pelo seu território”, afirma o médico Renilson Rehem, idealizador do projeto e ex-presidente do Ibross.
Critérios da Seleção
O levantamento considerou hospitais com atendimento 100% SUS, ligados a governos federal, estadual ou municipal, sem serviços a planos de saúde.
Foram avaliados hospitais gerais e especializados (ortopedia, oncologia, cardiologia e maternidade), todos com mais de 50 leitos.
Os dados analisados são da produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde, entre agosto de 2024 e julho de 2025. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência não foram incluídos.
Os critérios incluíram nível de acreditação, taxas de ocupação e mortalidade, leitos de UTI, tempo de internação e indicadores de gestão.
Próxima Fase do Prêmio
Os 100 hospitais passarão por nova avaliação, com pesquisa de satisfação dos pacientes, análise de compliance e medição de eficiência, cruzando volume de atendimentos com recursos financeiros.
*Com informações do Ibross