O setor florestal de Mato Grosso do Sul inicia 2026 solidificado como um dos principais motores do crescimento econômico estadual. A presença de fábricas de celulose em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, a unidade em construção em Inocência e novos projetos em estudo reforçam a posição do estado como o maior polo de celulose do país e uma referência internacional em silvicultura.
Um levantamento recente aponta que a área plantada de eucalipto alcançou 1,88 milhão de hectares, com a expectativa de atingir 2,5 milhões nos próximos anos. Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento, Jaime Verruck, o progresso confirma Mato Grosso do Sul como uma das principais áreas de expansão florestal do mundo, sustentada por planejamento, tecnologia e atração de investimentos. Verruck afirma que há uma perspectiva de pelo menos seis anos de novos investimentos com o início das operações e a expansão das fábricas da Arauco, Bracell e Eldorado Brasil.
A produção estadual de celulose deve ultrapassar 7,5 milhões de toneladas, podendo alcançar entre 18 e 19 milhões nos próximos anos, impulsionada pela expansão industrial e pelo aumento das áreas de plantio. O Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência, representa um dos maiores investimentos do setor, com um aporte estimado em 4,6 bilhões de dólares e uma capacidade prevista de 3,5 milhões de toneladas por ano.
Outras iniciativas reforçam o cenário de crescimento para 2026. A Bracell anunciou a instalação de uma fábrica em Bataguassu, e há negociações em andamento para uma nova unidade em Água Clara, expandindo a cadeia produtiva florestal e fortalecendo a Costa Leste como um eixo estratégico da indústria de celulose.
O diretor-executivo da Reflore MS, Benedito Mário, salienta que o setor está vivendo sua melhor fase no estado, com potencial para atrair novos investimentos. Segundo ele, existem aproximadamente 13,5 milhões de hectares adequados para a atividade florestal, permitindo a expansão sustentável e a recuperação de áreas degradadas.
Além do aumento das áreas plantadas e da produção, o setor florestal continua a avançar em mecanização e sustentabilidade. As empresas de celulose estão investindo em tecnologia para aumentar a eficiência das operações e reduzir os impactos ambientais. Entre os desafios a serem enfrentados em 2026 estão a ampliação da infraestrutura logística e a formação de profissionais para atender à cadeia produtiva, especialmente nas atividades florestais.
Com novos projetos industriais, expansão das florestas plantadas e investimentos públicos e privados, o setor florestal de Mato Grosso do Sul planeja manter em 2026 o ritmo de crescimento que posiciona o estado como um dos principais polos globais de celulose.