A entrega voluntária de bebês para adoção é um direito assegurado por lei, contudo, ainda carece de conhecimento普及ulação. Em Três Lagoas, o Poder Judiciário desenvolve um trabalho contínuo de orientação e acompanhamento de gestantes que optam por essa via, sempre respeitando a decisão da mulher.
A assistente social do Poder Judiciário, Elisangela Facirolli, explicou que atua em parceria com o serviço social do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, garantindo que todo o processo ocorra com segurança, acolhimento e sigilo. Em grande parte dos casos, as gestantes que buscam a entrega voluntária já são mães solo, com outros filhos, e relatam dificuldades financeiras e psicológicas. Somente neste ano, cinco mulheres entregaram seus filhos para adoção por meio do Poder Judiciário.
Entretanto, a falta de informação, segundo a assistente social, ainda leva muitas mulheres a realizarem entregas irregulares, o que pode acarretar riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. Para modificar essa situação, o Judiciário almeja ampliar o alcance da informação. “A escolha é da mãe: entregar ou não para adoção. A partir do momento em que ela escolhe entregar a criança legalmente para a adoção, nós a acompanharemos e orientaremos até o nascimento da criança”, enfatizou.