Estado em Alerta: Risco de Sarampo Aumenta em Mato Grosso do Sul
Apesar de MS se manter livre da doença, a proximidade da fronteira e casos importados demandam atenção constante
O Brasil, embora reconhecido como área livre de sarampo, registrou casos da doença em 2025, elevando o nível de atenção das autoridades de saúde para 2026. No total, foram confirmados 37 casos no país no ano anterior, todos provenientes de outros países, sem transmissão contínua do vírus. Em Mato Grosso do Sul, não houve confirmações, mas a Secretaria de Estado de Saúde mantém vigilância intensificada devido ao panorama internacional e regional.
Em 2025, Mato Grosso do Sul notificou 108 casos suspeitos de sarampo. Destes, 105 foram descartados e três permanecem sob investigação. A preocupação é ampliada pelo surto na Bolívia, país vizinho, onde foram confirmadas mais de 60 infecções.
Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos de sarampo no Brasil está ligada à importação do vírus, especialmente por meio de viagens. Casos recentes foram identificados em Primavera do Leste, Mato Grosso, estado que faz divisa com Mato Grosso do Sul. Em São Paulo, a Secretaria Estadual de Saúde emitiu um alerta após a confirmação do segundo caso da doença em dezembro de 2025.
Diante desse risco, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul intensificou as medidas preventivas em parceria com os municípios ao longo do último ano. As estratégias envolveram vigilância ativa, identificação precoce de casos suspeitos, aumento da cobertura vacinal e fortalecimento da capacidade de resposta dos serviços de saúde.
Até outubro de 2025, a cobertura vacinal no estado atingiu 97,16% na primeira dose da vacina Tríplice Viral e 83,65% na segunda dose. Além da vacinação de rotina, foi realizada a campanha estadual “MS Vacina Mais: Sarampo”, com ações de busca ativa e varreduras territoriais nos 79 municípios para alcançar pessoas não vacinadas.
O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, enfatizou que o foco das ações foi antecipar riscos e fortalecer a vigilância epidemiológica. Ele explicou que, por ser uma doença de alta transmissibilidade, o sarampo exige monitoramento constante e resposta rápida do sistema de saúde.
O alerta se intensificou após a confirmação de casos em grandes aeroportos internacionais. Em dezembro, autoridades de saúde identificaram um caso no Aeroporto Internacional Newark Liberty, em Nova Jersey, Estados Unidos, envolvendo um viajante que passou pelo local. Outro caso foi registrado no Aeroporto de Logan, em Boston, onde um homem foi diagnosticado com sarampo logo após o desembarque.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente por vias respiratórias, em ambientes fechados. Os sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que começam no rosto e se espalham pelo corpo. Em casos graves, pode causar complicações como pneumonia, infecções no ouvido, diarreia e até levar à morte, principalmente em crianças pequenas e pessoas com imunidade comprometida.
As autoridades de saúde reforçam que a vacinação é a principal forma de prevenção e orientam a população a manter o esquema vacinal atualizado, procurando atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos.
Com informações do Jornal Midiamax